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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Adeus 3º Mandato e Viva a democracia!

VIVA A REPÚBLICA!!!!!
Genoino pede arquivamento do 3º mandato

O deputado José Genoino (PT-SP), relator da proposta de emenda constitucional que permite um terceiro mandado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recomendou o arquivamento do texto.

O deputado argumentou que a proposta é inconstitucional, principalmente por tentar mudar as regras para beneficiar os atuais ocupantes de cargos. "Antes de qualquer outra coisa, a medida proposta agride o senso comum de Justiça e razoabilidade ao pretender aplicar-se aos atuais detentores de mandato eletivo, alterando regras do jogo político em andamento no intuito de favorecer determinados resultados", diz Genoino em seu parecer.


Segundo o deputado, seu relatório está baseado em "cláusulas implícitas da Constituição". Ele cita o parágrafo 4º, do artigo 60, que diz que "não será objetivo de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, universal e periódico".


Para ele, a PEC poderia abrir margem para que novas emendas fossem apresentadas sugerindo reeleições sucessivas, sem limite. "Temos que seguir o princípio da República."A proposta que altera a Constituição foi apresentada no começo de junho pelo deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), e contou com 176 assinaturas.


O texto prevê um referendo, a ser realizado no segundo domingo de setembro de 2009,para consultar a população sobre o terceiro mandato.Afirma também que todos os cargos do Executivo (governadores, prefeitos e presidente) "e quem os houver sucedido ou substituído no curso dos mandatos poderão ser eleitos para até dois períodos imediatamente subsequentes".

O referendo, no entanto, na opinião de Genoino, não legitima a proposta."A norma constitui tentação para quem dela poderia se beneficiar. Uma tentação que espera se legitimar democraticamente por meio da obtenção de apoio popular... Afinal, argumenta-se, "nada limita a vontade popular: o povo é soberano". Como se fosse razoável supor que o povo pudesse decidir um assunto como esse de forma isenta ou alheia aos interesses eleitorais em jogo, sem se deixar seduzir ou contaminar, também ele, por esses interesses e paixões e pelo ambiente político específico, conjuntural, no momento da consulta popular a ser realizada!".


O relatório de Genoino foi protocolado ontem na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, mas só deve ser lido e discutido na próxima semana. A votação deve ocorrer em 15 dias.Se a PEC realmente for declarada inconstitucional, ela será arquivada, podendo voltar a tramitar apenas com recurso assinado por 171 deputados. O requerimento também teria que passar pelo plenário. O relatório de Genoino foi elogiado por todos os líderes partidários.


Usando os mesmos argumentos, o deputado foi autor de um voto em separado à proposta que, em 1997, permitiu a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).


Folha de São Paulo - Maria Clara Cabral - da Sucursal de Brasília

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

CNMP inocenta Fátima Travassos das acusações da Ampem e Conamp

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) absolveu a Procuradora-Geral de Justiça do Estado do Maranhão, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro (foto), de todas as acusações formuladas pela Associação dos Membros do Ministério Público do Maranhão (AMPEM) com assistência da Associação Nacional do Ministério Público (CONAMP) perante aquele Conselho Nacional.


Em Sessão realizada nesta segunda-feira (15/06/2009), o CNMP reconheceu, pela unanimidade de seus Conselheiros, a legalidade de todos os atos administrativos questionados nos autos do Procedimento de Controle Administrativo nº 39/2009-73, instaurado a pedido da AMPEM.

Em consequência, ficou mantido o Ato nº 415/2008, exarado pela Procuradora Geral de Justiça do Estado do Maranhão, que dispõe sobre as consignações em folha de pagamento dos membros do Ministério Público do Estado do Maranhão, bem como foram considerados legais os seguintes atos administrativos:
a) os Atos-Conjuntos nos 01 e 02/2008-GPGJ/CGMP, expedidos pela Procuradora-Geral de Justiça, em conjunto com a Corregedora-Geral do Ministério Público, que dispõem sobre as férias dos membros do Ministério Público;

b) a concessão de diárias e passagens para Procuradores de Justiça e Promotores de Justiça, que exercem o cargo comissionado de Assessor Especial do Procurador-Geral de Justiça, para participar do I Congresso Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça (CNPG), no Rio de Janeiro, no período de 17 a 20/09/2008;

c) o pagamento de juros e correção monetária incidentes sobre anuênios/quinquênios aos inativos (aposentados) e pensionistas do Ministério Público Estadual pelo Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (FEPA);

d) o recebimento de diárias pela Procuradora-Geral de Justiça, ao longo de seis meses de administração, para viagens de posse, congressos e reuniões do Conselho Nacional de Procuradores Gerais de Justiça;

e) a reforma do Gabinete do Procurador-Geral de Justiça do Estado do Maranhão e a reforma do Prédio-Sede das Promotorias de Justiça da Capital.

Na mesma reunião o Conselho Nacional do Ministério Público negou o pedido formulado pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para ingressar no referido Procedimento de Controle Administrativo como assistente.

Redação: Coordenação de Comunicação (CCOM-MPMA)

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1º Encontro Estadual de Gestores Públicos do Turismo

O vice-prefeito Benito Filho, representando o prefeito Rilva Luís, participou do I Encontro Estadual de Gestores Públicos de Turismo, realizado nos dias 15 e 16 deste, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, na sede do SEBRAE-MA.


O governador em exercício, João Alberto de Sousa, e o secretário de Estado do Turismo, Tadeu Palácio, fizeram a abertura do evento, que teve ainda a palestra do secretário-adjunto de Turismo do Ceará, Osterne Feitosa Ferro Neto. “O governo sozinho não faz turismo. A sociedade, a iniciativa privada, o povo, eles fazem o turismo acontecer. Ao governo cabe planejar, incentivar, debater. Há poucas atividades econômicas em que toda a sociedade participa, esse é o caso do turismo”, ressaltou.


Cerca de 200 pessoas participam do evento, que tem como objetivo integrar e dinamizar os municípios turísticos por meio de parcerias.

Com informações da Secom - Governo do Maranhão

Foto: Alexandre Sousa

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MP ajuíza ação contra prefeitura de Timon

A 4ª Promotoria de Justiça de Timon de Combate aos Crimes contra a Ordem Tributária e Econômica e de Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público ingressou com uma Ação Civil Pública contra o município visando garantir a nomeação imediata dos aprovados em concurso público realizado em 2007, bem como a exoneração dos funcionários que ocupam os cargos de forma irregular.

Das 365 vagas disponíveis para provimento no concurso, apenas 114 foram preenchidas após um ano da divulgação do resultado. Além disso, nesse período foram feitas novas contratações irregulares de servidores. Atualmente, a prefeitura de Timon mantém 1.411 funcionários contratados, excluída desse total a Secretaria Municipal de Educação.

Tentando solucionar o problema, a promotora de Justiça Selma Regina de Souza Martins expediu, em abril deste ano, uma Recomendação à prefeitura, solicitando a exoneração de funcionários admitidos irregularmente e sua substituição por aprovados em concurso público, inclusive da lista de excedentes, se necessário, em um prazo de 30 dias. A prefeitura, no entanto, nomeou apenas parte dos aprovados, mantendo os servidores contratados de forma ilegal.

Na Ação Civil Pública, a promotora de Justiça afirma que não foi cumprido o princípio constitucional da acessibilidade aos cargos públicos, pois o concurso foi realizado, mas não houve a efetivação do acesso dos aprovados aos cargos. Dessa forma, essas pessoas têm direito concreto às vagas, já que há pessoas contratadas irregularmente ocupando esses cargos.

Caso o município descumpra a decisão de exoneração imediata dos funcionários e nomeação dos aprovados no concurso público, o Ministério Público requer a imposição de uma multa diária de R$ 10 mil.

As informações são do Ministério Público

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Assembleia Legislativa aprova lei que proíbe fumar em ambiente fechado


A EXEMPLO DE SÃO PAULO E OUTROS ESTADOS NO MARANHÃO É PROIBIDO FUMAR EM LOCAIS FECHADOS

Os estabelecimentos que não cumprirem a lei aprovada nesta terça-feira (16), pela Assembleia Legislativa, proibindo o fumo em ambientes fechados, poderão ser obrigados a pagar multa, cujo valor ainda será definido. A lei é de autoria do deputado Marco Caldas (PTdoB), que tramitava no Legislativo desde março deste ano.

O projeto de Marcos Caldas altera a Lei n° 5.074, de 20 de dezembro de 1990. Para a lei entrar em vigor, falta apenas a sanção do governador em exercício, João Alberto de Sousa (PMDB), com abrangência de validade em todo o Estado.

A nova redação acrescenta ao art. 1º da lei em vigor [Lei 5.074/1990] a proibição de reservar salas ou recintos destinados aos fumantes [fumódromos] nos órgãos públicos, tendo em vista não serem considerados locais eficientes.

O objetivo, segundo o parlamentar, é proteger o fumante passivo da inalação da fumaça liberada pelo cigarro do fumante ativo. “Este último encontra-se, parcialmente, protegido pelo filtro do cigarro, enquanto o outro aspira substâncias tóxicas produzidas a partir da queima do papel e da nicotina”, destacou Caldas.

(Da Agência Assembleia)

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STF decide que diploma de jornalismo não é obrigatório para o exercício da profissão

Por 8 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na sessão desta quarta-feira (17) que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão.
Votaram contra a exigência do diploma o relator Gilmar Mendes e os ministros Carmem Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello. Marco Aurélio defendeu a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. Os ministros Joaquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não estavam presentes na sessão.

Para o relator, danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados com um diploma. Mendes acrescentou que as notícias inverídicas são grave desvio da conduta e problemas éticos que não encontram solução na formação em curso superior do profissional. Mendes lembrou que o decreto-lei 972/69, que regulamenta a profissão, foi instituído no regime militar e tinha clara finalidade de afastar do jornalismo intelectuais contrários ao regime.
Sobre a situação dos atuais cursos superiores, o relator afirmou que a não obrigatoriedade do diploma não significa automaticamente o fechamento dos cursos. Segundo Mendes, a formação em jornalismo é importante para o preparo técnico dos profissionais e deve continuar nos moldes de cursos como o de culinária, moda ou costura, nos quais o diploma não é requisito básico para o exercício da profissão. Mendes disse ainda que as próprias empresas de comunicação devem determinar os critérios de contratação. "Nada impede que elas peçam o diploma em curso superior de jornalismo", ressaltou. Leia aqui a íntegra do voto.
Seguindo voto do relator, o ministro Ricardo Lewandowski enfatizou o caráter de censura da regulamentação. Para ele, o diploma era um "resquício do regime de exceção", que tinha a intenção de controlar as informações veiculadas pelos meios de comunicação, afastando das redações os políticos e intelectuais contrários ao regime militar.
Já Carlos Ayres Britto ressaltou que o jornalismo pode ser exercido pelos que optam por se profissionalizar na carreira ou por aqueles que apenas têm "intimidade com a palavra" ou "olho clínico".
O ministro Celso de Mello afirmou que preservar a comunicação de ideias é fundamental para uma sociedade democrática e que restrições, ainda que por meios indiretos, como a obrigatoriedade do diploma, devem ser combatidas.
O único voto contrário no julgamento foi dado pelo ministro Marco Aurélio. Ele alegou que a exigência do diploma existe há 40 anos e acredita que as técnicas para entrevistar, editar ou reportar são necessárias para a formação do profissional. "Penso que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional que repercute na vida dos cidadãos em geral", afirmou.
Disputa jurídica
Os ministros analisaram um recurso extraordinário interposto pelo Sertesp (Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo) e pelo Ministério Público Federal. O recurso do Sertesp contestava um acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que afirmou a necessidade do diploma, contrariando uma decisão da primeira instância em uma ação civil pública.
Ministério Público Federal sustenta que o decreto-lei 972/69, que estabelece as regras para exercício da profissão de jornalista, incluindo a obrigatoriedade do diploma, não é compatível com a Constituição de 1988.Em novembro de 2006, o STF garantiu o exercício da atividade jornalística aos que já atuavam na profissão independentemente de registro no Ministério do Trabalho ou de diploma de curso superior na área. No último dia 30 de abril, os ministros do STF decidiram derrubar a Lei de Imprensa. Sete ministros seguiram o entendimento do relator do caso, Carlos Ayres Britto, de que a legislação, editada em 1967, durante o regime militar (1964-1985), é incompatível com a Constituição Federal.

Sertesp x Fenaj
Tais Gasparian, representante da Sertesp, afirmou durante julgamento que artigo do decreto-lei 972 apresenta incompatibilidade com artigos da Constituição Federal que citam a liberdade de manifestação do pensamento e o exercício da liberdade independentemente de qualquer censura.
De acordo com Gasparian, a profissão de jornalista é desprovida de qualificações técnicas, sendo "puramente uma atividade intelectual". A representante questionou qual o consumidor de notícias que não gostaria de receber informações médicas, por exemplo, de um profissional formado na área e não de um com formação em comunicação. Gasparian lembrou ainda que a obrigatoriedade do diploma foi instituída por uma junta militar que nem poderia legislar por decreto-lei. A ideia, defende a representante, era restringir a liberdade de expressão na época da ditadura, "estabelecendo um preconceito contra profissionais que atuavam na área", afirmou.

O Procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, afirmou que o curso superior de jornalismo age como obstáculo à livre expressão estabelecida na Constituição. "A atividade exige capacidade de conhecimento multidisciplinar", afirmou Souza, acrescentando que o diploma fecha a porta para outros profissionais transmitirem livremente seu conhecimento através do jornalismo.

Do outro lado estava a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), favorável ao diploma. O advogado da entidade, João Roberto Fontes, afirmou que a não exigência do diploma significa uma precarização das relações trabalhistas entre donos de conglomerados e jornalistas. "Haverá uma proletarização ainda maior da profissão de jornalismo, uma vez que qualquer um poderá ser contratado ao 'bel-prazer do sindicato patronal'", afirmou Fontes. O advogado lembrou que a imprensa é conhecida como o quarto poder. "Ora, se não é necessário ter um diploma para exercer um poder desta envergadura, para que mais será preciso?", questionou.

Grace Mendonça, em nome da Advocacia-Geral da União, citou a regulamentação em outras profissões para defender que o jornalismo também tenha suas exigências. Ao defender o diploma, Mendonça citou a figura do colaborador, que pode disponibilizar à sociedade seus conhecimentos específicos, e do provisionado, que poderá atuar em locais em que não haja jornalista formado. "A simples leitura do decreto, livre das circunstâncias temporais [do período do regime militar], não afronta a Carta da República. Seu conteúdo é constitucional", finalizou Mendonça.

Do UOL Notícias
Em São Paulo

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sarney diz que crise é do Senado e que não sabe o que é ato secreto

Pressionado após uma série de escândalos no Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), afirmou em pronunciamento nesta terça-feira (16) no plenário que trabalha para corrigir erros e que nunca esteve envolvido em "qualquer ato menor". Sarney disse ainda que não sabe o que é ato secreto, em relação às notícias publicadas na imprensa de que o expediente foi usado por ele para contratar parentes e amigos.

"A crise é do Senado, não é minha", disse Sarney. "Eu, ao longo da vida, não tenho feito outra coisa se não louvar a instituição administrativa. Não seria agora, na minha idade, que eu iria praticar qualquer ato menor que eu nunca pratiquei na minha vida. Eu, aqui, vi muitos escândalos, mas em nenhum momento meu nome foi envolvido", afirmou.

A 1ª Secretaria confirmou a existência de mais de 300 atos administrativos secretos editados na gestão do ex-diretor-geral, Agaciel Maia. Um deles refere-se ao neto de Sarney, João Fernando Michels Gonçalves Sarney, 22, contratado pelo senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). O levantamento de todos os atos está pronto, mas não foi divulgado uma vez que Heráclito Fortes (DEM-PI) está em São Paulo recuperando-se de uma cirurgia de redução de estômago. Ele recebeu alta hoje.

"Eu não sei o que é ato secreto. O objetivo da comissão foi apurar a entrada ou não em rede, mas isso tudo em relação ao passado, nada a ver com o nosso período. E eu não vou dizer em qual presidência foi, porque até mesmo alguns colegas nossos estão mortos", disse Sarney.

O presidente do Senado disse ainda que essas informações só foram divulgadas "porque nós resolvemos apurá-las". "Nós que resolvemos colocar isso. Se não tivermos feito essa determinação, isso não existiria. A comissão está com seu trabalho encerrado e, infelizmente o senador [Heráclito Fortes] não está aqui, por isso não vou anunciar as suas conclusões, mas esse relatório esclarece esse problema que surgiu", afirmou.
"Hoje, todos os atos estão na rede. Não existe ato nenhum que não esteja na rede. E, ao contrário do que se possa dizer, ninguém pode tomar posse sem sua nomeação publicada. Se alguém fez, vamos punir, vamos descobrir. E é por isso que existe a comissão, mas querer colocar a responsabilidade nas costas de quem apura, principalmente eu, é realmente injusta, para não dizer que vou mais longe", completou.

Sarney disse ainda se sentir injustiçado, ao comentar a contratação de duas sobrinhas nomeadas por ato secreto, Maria do Carmo de Castro Macieira e Vera Portela Macieira Borges. "Por isso querem me julgar perante a opinião pública desse país? É ter falta de respeito pelos homens públicos que nós temos." Já sobre o neto, Sarney afirmou desconhecer a contratação. "Ele próprio [Cafeteira] disse que não me falou, porque se dissesse talvez eu não tivesse concordado."Sarney também recorreu ao visconde de Rio Branco e a Joaquim Nabuco para afirmar que "defender-se não é fraqueza".

"O que nós praticamos foi só exclusivamente buscar corrigir erros, tomar providências necessárias. O que eu fiz foi me dedicar a essa tarefa", disse. "Ninguém tem mais interesse do que eu, até porque aceitei ser presidente da Casa."

Essa não foi a única denúncia que recaiu na gestão da terceira presidência de Sarney. O parlamentar teve ainda que lidar com informações de corrupção nos contratos feitos na gestão de Agaciel Maia e do então diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi.

A reação foi determinar a instalação de uma comissão de sindicância para investigar as ações de Zoghbi e a abertura de inquérito para que a Polícia do Senado apurasse a denúncia de que ele intermediava em benefício próprio contratos para concessão de empréstimos consignados a servidores.

Quanto a Agaciel Maia, o presidente do Senado pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que auditasse os contratos de sua gestão. Neste meio tempo, tanto Agaciel Maia quanto Zoghbi foram afastados dos cargos.

UOL Notícias

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Justiça Federal anula doação e devolve Convento das Mercês ao povo maranhense

Justiça Federal anula doação do Convento das Mercês à Fundação José Sarney

A pedido do Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA), a Justiça Federal anulou a doação do Convento das Mercês à Fundação José Sarney, tornando inválida a legislação estadual que regulamentou o registro da propriedade.

Pela decisão o imóvel será reincorporado ao patrimônio público do estado.


O episódio da doação aconteceu em 1990, quando o governo editou uma lei que autorizava a incorporação do convento aos bens da fundação, conhecida à época por “Fundação da Memória Republicana”.

Três anos depois, a Assembleia Legislativa do Maranhão aprovaria uma lei ratificando a doação. Em agosto de 2004, o MPF entrou com ação contestando a doação do Convento das Mercês à Fundação José Sarney, e pedindo a reintegração do bem ao patrimônio do estado do Maranhão com base em um decreto-lei, assinado em 1937 - o decreto impede que bens tombados pela União sejam doados a qualquer entidade de direito privado.


Notificada, a fundação alegou que é uma entidade pública federal e que, por isso, seria válida a doação. No entanto, entre os objetivos da entidade, registrados em cartório, está o de “organizar e perpetuar a memória dos presidentes da República tendo por base o acervo privado do presidente José Sarney”, o que deixa evidente seu caráter de pessoa jurídica de direito privado.

Para a Justiça, é clara a incompatibilidade das leis sobre as quais aconteceu a doação do imóvel. “A lei estadual 5.007, de abril de 1990, ratificada pela lei 5.765, em 1993, pela assembleia legislativa, autoriza a doação tratada. Mas está em completa discordância com a lei federal vigente (decreto-lei 25/37) que proíbe a doação de bens tombados a entidades privadas”, afirmou o juiz Nelson Loureiro dos Santos.


De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a área do convento passou a pertencer ao Estado do Maranhão em 1905. Em 1974 ela foi tombada pelo Patrimônio Histórico da União. O Convento da Mercês, que tem mais de cinco mil metros quadrados de área construída e outros sete mil de área livre, é um dos principais pontos turísticos do Centro Histórico de São Luís. Para o MPF, a anulação da doação significa respeitar e resguardar o patrimônio público e social.

Com informações do Ministério Público Federal

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Procuradores pedem veto a artigos de MP que regulariza terras na Amazônia

Procuradores que atuam na Amazônia entregaram na última semana um documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pedir que o presidente vete artigos da Medida Provisória 458 que trata da regularização de terras na região e que foi aprovada pelo Congresso Nacional no último dia 3. O documento foi assinado por 37 representantes do Ministério Público Federal que atuam nos Estados do Pará, Amapá, Acre, de Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Roraima.


Daniel Avelino, um dos procuradores que assinaram o documento, atua há dois anos e meio em Belém e no sudeste do Estado do Pará e afirma que o texto original da medida provisória sofreu muitas alterações na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.


Para ele, a aprovação do texto pelo presidente com essas mudanças pode aumentar a quantidade de conflitos sociais e de problemas com a Justiça.

"O que o governo está fazendo é unicamente legitimando todo esse processo de exclusão e de pressão, seja sobre a floresta, seja sobre populações tradicionais, seja sobre quilombolas, seja sobre indígenas."

O procurador afirma que o Ministério Público também quer a regularização fundiária na Amazônia. Mas, para ele, o governo não tem estrutura de fiscalização adequada para colocar essa medida em prática. Avelino acrescenta um argumento que ouviu da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, de que o governo federal está transferindo para particulares bens da União que equivalem a quatro vezes o patrimônio do Banco do Brasil.

"O principal alvo de críticas é o fato de você possibilitar que pessoas que desenvolveram sua atividade de forma ilegal, cometendo crimes de violência agrária, envolvendo ameaças, envolvendo violência física, como nós podemos citar aqui o caso da irmã Dorothy, possam se beneficiar da regularização fundiária proposta pelo governo."

Em nota, o relator da MP na Câmara dos Deputados, deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), afirma que não aceita a alegação de que a medida beneficia grileiros e propicia o aumento do desmatamento. Bentes justifica que texto acrescido por ele ao artigo 1º da MP estabelece que somente uma área ocupada poderá ser regularizada, quer para pessoa natural, quer para pessoa jurídica.

Bentes afirma que a medida vai transformar pequenos e médios posseiros em pequenos proprietários e que áreas acimas de 1.500 hectares só poderão ser adquiridas com o pagamento pela terra.

UOL Notícias

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domingo, 14 de junho de 2009

Televisão / Caminho das Índias

RESUMO DOS CAPÍTULOS

Segunda-feira, 15/06/2009

Lucas pede Duda em casamento

Norminha escuta o pedido de socorro de Suellen e procura uma forma de assustar Zeca e sua turma. Suellen agradece Norminha pela intervenção. Aída diz a Dario que precisa conversar com Camila antes de levar adiante um relacionamento com ele. Tarso sai de casa e Ramiro pede ao motorista para segui-lo. Lucas pede Duda em casamento, mas pede para ela pensar bem antes de aceitar, insinuando que a namorada ainda pode pensar em Raj. Ondina aconselha Tônia a viver sua vida sem Tarso. Ramiro diz a Melissa que Tarso foi à clínica e a socialite resolve procurar o filho. Maya conta a Deva que Duda tem um filho de Raj e teme perder o marido para a brasileira. Lucas propõe a Duda que abra mão da pensão de Opash e registre Tony em seu nome. Melissa encontra Tarso na clínica e consegue levá-lo para casa. Gopal convida Raul para comer em sua casa, percebendo que o brasileiro está enfrentando dificuldades. Júlia pensa em se vingar de Ramiro. Castanho aconselha Tônia a se manter distante de Tarso e sugere que ela avise a Murilo para tomar cuidado. Raul revela a Gopal que não pode procurar a polícia porque Raul Cadore morreu.

Terça-feira, 16/06/2009

Gopal denuncia Yvone

Gopal se oferece para denunciar Yvone por Raul. Silvia acha estranho Yvone não atender as ligações que ela fez para seu celular. Mike aconselha Yvone a atender a ligação de Silvia, para não levantar suspeitas. Murilo pede a Tônia que procure na internet o telefone de Yvone na Espanha. Tônia avisa a Murilo para tomar cuidado com Tarso, mas Murilo não lhe dá atenção. A candidata à noiva de Indra chega ao Rio de Janeiro com sua família para passar o fim de semana na casa de Ashima. Aída se preocupa com a opinião de Camila sobre seu relacionamento com Dario. Maya e Surya discutem e Maya a acusa de ter enviado torpedos para Duda em seu nome. Amithab conta a Opash que Maya sabe sobre Duda e o comerciante resolve consultar Pandit. Silvia tem dificuldades em ensinar para a turma de Zeca, mas diz a Rute que não vai desistir. Rute escolhe Guto para doador. Gopal avisa a Raul que denunciou Yvone. Pandit revela a Opash que os astros preveem lágrimas e sofrimentos. Komal consegue trazer Rani de volta para casa. Shankar procura por Opash na loja. Bahuan procura Duda no centro de estética. Shivani pergunta a Bahuan sobre sua casta. Karan e Indira contam a Raj que Maya conheceu Duda. Raj vai ao encontro de Maya.

Quarta-feira, 17/06/2009

Raj não perdoa Maya

Raj não perdoa Maya quando ela lhe pede desculpas por ter ido ao encontro de Duda. Maya diz a Raj que Surya enviou as mensagens para Duda para que eles se desentendessem. Surya finge estar revoltada e diz a Indira que Maya é mentirosa, acusando-a de querer fazer intrigas contra ela. Indira exige que Maya devolva a chave do armário, e a entrega aos cuidados de Camila, dizendo que não devolverá enquanto não souber o que realmente aconteceu entre Maya e Surya. Shivani pergunta para Bahuan se ele é um intocável e o indiano disfarça. Ilana apresenta César a Bahuan e conta ao indiano que Duda teve um filho com Raj. Bahuan percebe que pode usar César para realizar seus planos contra Raj e Maya. Shankar deixa um recado para Opash com Amithab. Puja conta a Shankar que existe um segredo na família de Laksmi. Maya procura Raj e Opash lhe diz que o filho saiu para espairecer. Silvia consegue chamar a atenção dos alunos para sua aula. Guto assina o contrato para ser o pai do filho de Rute. Indra é obrigado a sair com sua pretendente para mostrar o Rio de Janeiro. Tarso ameaça Lucas, mas é detido pelas enfermeiras e seguranças do local.

Edição: Marcela Simplício - TV Globo

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7 mil acessos no site do Trem de Passageiros da Vale

O site do Trem de Passageiros da Vale (www.vale.com/tremdepassageiros) já contabiliza 7.250 acessos desde que entrou no ar, há 15 dias. Mais de 450 pessoas puderam conferir diariamente os diversos links que a nova ferramenta possibilita aos internautas que buscam informações de viagens pela Estrada de Ferro Carajás (EFC).

Pelo site, é possível saber os horários de chegada e partida do trem, preços de passagens, dicas de viagem, mapa da ferrovia, locais de compra de bilhetes, entre outras informações ao consumidor. Os passageiros podem conferir ainda os cuidados necessários que se deve ter antes de viajar.

Embarque no Trem de Passageiros da Vale. Com ele, você visita cidades históricas de Minas Gerais, conhece belas praias do Espírito Santo e paisagens do Maranhão e Pará. Conheça!

Com informações da Vale

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